Empresas preferem currículos enviados pela internet
de GustavoRocha.com | Terça, 19 de Agosto de 2008
Geralmente candidato que manda currículo pela internet só vai à empresa após triagem. Meio de divulgação aumenta possibilidade de receber outras propostas.
O velho e bom currículo de papel está com os dias contados, e até as conhecidas filas de desempregados podem acabar. Agora tudo é feito pela internet. Tem empresas – principalmente as maiores – que só recebem as informações dos candidatos pelo endereço eletrônico.
Numa fila de desempregados em Uberlândia (MG), ainda há gente que prefere levar os dados profissionais no papel. “Hoje está tão perigoso pôr dados na Internet, seus documentos e tudo”, justifica uma mulher. “Meu medo é mais por causa de fraude, mesmo”.
O formulário do currículo ainda é vendido em bancas, mas o recrutamento online é uma tendência nas empresas. “Com o banco de dados que nós temos, conseguimos preencher entre 70% e 80% das vagas. São todos candidatos cadastrados através do meio eletrônico”, afirma Edílson Gil Santos, gerente de recursos humanos de uma empresa em Belo Horizonte.
A estudante de psicologia Carlinda Martins Alves tentou uma vaga pela internet e recebeu a resposta em dez dias. O currículo eletrônico enviado à empresa foi bem objetivo: “Escrevi as atividades que eu conhecia, as experiências que eu tive, quais eram minhas habilidades técnicas e também as minhas habilidades pessoais”, explica.
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Empresas adotam Orkut como ‘ouvidoria’ para entender clientes
de GustavoRocha.com | Terça, 19 de Agosto de 2008
Comunidades ‘eu amo’ e ‘eu odeio’ fornecem conteúdo para melhorar relacionamento. Essa nova forma de comunicação e seus desafios tiveram destaque em evento em SP.
Agências de publicidade e seus clientes já entenderam que a abordagem aos internautas deve seguir um modelo diferente daquele adotado nas campanhas tradicionais, seja para anunciar um lançamento ou para gerenciar uma crise que toma grandes dimensões em fóruns de discussão. O próximo passo para esses profissionais é entender exatamente como se deve conversar com esse público que, de maneira espontânea, usa diversas ferramentas virtuais — caso das inúmeras comunidades “eu amo” e “eu odeio”, no Orkut — para se relacionar com as marcas.
Essa nova possibilidade de comunicação e também os seus desafios estiveram entre os principais temas debatidos no seminário “Redes sociais: a nova mídia é o consumidor”, da revista “Info”, realizado nesta segunda-feira (18) em São Paulo. Durante o evento, ficou claro que, apesar de ainda não terem um modelo de como usar essas redes sociais a seu favor, muitas companhias já consideram os sites de relacionamento uma extensão de seu serviço de atendimento ao consumidor.
Isso significa que a reclamação feita na comunidade de “odiadores” pode ser levada a sério pela empresa odiada e ser usada para melhorar o relacionamento com os clientes. Ou que os fãs de uma marca de perfume não mais disponível no mercado podem, depois de criar uma comunidade de “órfãos” no Orkut, ser abordados via e-mail por representantes dessa empresa e receber uma explicação sobre o motivo do fim daquele produto.
Além do Orkut, estão na mira das empresas redes como MySpace, Facebook, Twitter, YouTube, blogs e diversas outras ferramentas sociais disponíveis na web.
Esse monitoramento on-line da opinião do público é feito de maneira “caseira”, por funcionários que acompanham discussões e manifestações na web, ou também com o uso de ferramentas específicas. Em junho, por exemplo, o Ibope//NetRatings apresentou o Coleta RS, que junta robôs e análise humana para identificar nas redes sociais os gostos e comportamentos do público-alvo de empresas que contratam esse serviço.
Com licença
“O Orkut não é mais visto como um fórum de ‘miguxos’ e desocupados, mas sim como um espaço importante que oferece oportunidades para as empresas interagirem com seus consumidores. A questão é como fazer essa abordagem de uma maneira eficiente”, afirmou Wagner Fontoura, estrategista de mídias sociais da agência Riot, especializada em mídias sociais. Guilherme Rios, da agência e.Life, é da mesma opinião. “Esses sites funcionam como um grande celeiro de informações. A questão é como fazer essa abordagem de uma maneira que não pareça intrometida.”
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Advogado usa o Orkut para localizar devedor de pensão
de GustavoRocha.com | Segunda, 18 de Agosto de 2008
Cansado de ouvir que o oficial de Justiça não achava o ex-companheiro de sua cliente, que não paga pensão alimentícia para o filho desde 2005, o advogado Leonardo de Castro e Silva resolveu ir à luta. Entrou no Orkut — site de relacionamentos na internet — e encontrou o perfil do sumido, com endereços de e-mail e outros detalhes.
Pediu, então, à Justiça que mandasse a Google (dona do Orkut) e a MSN fornecerem os dados cadastrais do pai da criança, assim como o endereço de IP do computador utilizado por ele para acessar a internet. O juiz Venilton Cavalcante Marrera, da 3ª Vara da Família e Sucessões de Campinas (SP), acolheu o pedido e determinou que as empresas entregassem os dados. Cabe recurso.
À revista Consultor Jurídico, o advogado disse que a quebra de sigilo se justifica porque o direito de alimentos é superior ao direito à privacidade. Ele lembra, ainda, que “o Orkut não é nada privativo”. Castro e Silva contou que encontrou o pai no site de relacionamentos com uma foto da criança quando era pequena. Ficou em dúvida se era ele mesmo. Pediu a confirmação da ex para reconhecê-lo. Sim, era ele mesmo.
Castro e Silva já tinha tentado todos os caminhos para localizar o ex de sua cliente. Consultou endereços registrados na Receita Federal e na Junta Comercial do Estado de São Paulo, já que o réu tinha sido sócio de uma empresa. Recorreu também ao Ministério Público e à Polícia. Nada deu certo.
Ele chegou a pensar em contratar um detetive. “Mas não valeria a pena. A cliente gastaria mais do que o filho tem para receber”, avaliou. Atualmente, segundo o advogado, a dívida da pensão alimentícia está em torno de R$ 6 mil. Além disso, o valor para o pagamento de um detetive não seria condizente com a realidade da cliente, beneficiária da justiça gratuita.
O advogado contou, também, que de vez em quando o pai da criança deposita pequenos valores na conta da mãe. Mas não é o arbitrado judicialmente. Para não deixar pistas, os depósitos são sempre feitos em dinheiro.
No pedido à Justiça, ele afirmou que há uma “forte suspeita de ocultação por parte do requerido para não ser citado, conforme se deduz após as inúmeras tentativas negativas nos diversos endereços fornecidos, muitos deles de propriedade de sua família”. E ainda: “Somado a tudo isso, parece haver a proposital intenção do requerido de não atualizar seus dados junto aos órgãos públicos”. O Ministério Público opinou pela concessão do pedido. O juiz acatou os argumentos e os ofícios já foram expedidos para que as empresas abram os dados do pai sumido.
Leia o pedido
EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA 3ª VARA DA FAMÍLIA E SUCESSÕES DO FORO CENTRAL DA COMARCA DE CAMPINAS – ESTADO DE SÃO PAULO.
Processo n°. 114.01.2005.009662-8
N°. de Ordem: 3670/2005 – Execução de Alimentos
Cartório: 3º Ofício da Família e Sucessões
xxx, já qualificado nos autos do processo em epígrafe, vem, respeitosamente perante V.Exa., por intermédio de seu advogado que esta ao final subscreve, em atenção às respostas dos órgãos oficiados, expor e requerer o que se segue.
O endereço fornecido constante dos cadastros públicos é o mesmo do já outrora diligenciado às fls. 50/52 e 59, verso, e 60/61. Há, porém, forte suspeita de ocultação por parte do requerido para não ser citado, conforme se deduz após as inúmeras tentativas negativas nos diversos endereços fornecidos, muitos deles de propriedade de sua família (fls. 59, verso). Somado a tudo isso, parece haver a proposital intenção do requerido de não atualizar seus dados junto aos órgãos públicos.
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Site acusado de ofensas é tirado do ar em Minas Gerais
de GustavoRocha.com | Segunda, 18 de Agosto de 2008
O site Novo Jornal foi tirado do ar, na quinta-feira passada (14/8), a pedido do Ministério Público de Minas Gerais. O processo corre em segredo de Justiça.
Para os promotores, o site difamava autoridades como o governador Aécio Neves (PSDB) e o procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior. Além disso, não tinha identificação do jornalista responsável pelas notícias. A informação é do jornal O Tempo.
“Instaurado o Procedimento Investigatório Criminal, constatou-se que não há identificação do responsável pelo site — que se intitula jornal, fato que fere frontalmente a Constituição Federal que prevê que é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato, além da Lei de Imprensa, que se aplica à Internet”, afirma o MP.
A ação de busca e apreensão no escritório do site, chamada de Operação Anonymus, foi feita pela Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos e a Polícia Militar. O setor do MP para a internet foi criado no dia 16 de julho deste ano. “A estratégia é agir proativamente no enfrentamento desse tipo de crime, que vem crescendo principalmente com a chegada da banda larga às cidades do interior”, explica a promotora Vanessa Fusco.
A Promotoria recebeu representação criminal na qual diz que desde 2007 o site publicava reportagens atentatórias à honra de autoridades públicas federais e estaduais. O MP entrou com uma ação para que o funcionamento do site fosse suspenso liminarmente enquanto se apura as acusações.
No site, agora, está escrito a seguinte mensagem do MP: “esta página foi suspensa por medida cautelar judicial e o conteúdo é objeto de apuração por indícios de práticas de crimes”. Também foram apreendidos computadores no local.
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FBI prende brasileiro em operação contra cibercrime
de GustavoRocha.com | Sexta, 15 de Agosto de 2008
Um brasileiro e um holandês foram presos após uma operação policial conjunta entre a divisão de crimes de alta tecnologia da Holanda e o FBI contra a rede botnet Shadow.
Botnets são redes formadas por milhares de computadores-zumbis, infectados com malware e então utilizados para envio de spam ou disseminação de vírus. Os zumbis são controlados à distância, e simultaneamente, pelo cracker.
Acredita-se que a rede Shadow possua cerca de 100 mil computadores.
Além do jovem holandês de 19 anos, responsável por manter a rede, um brasileiro foi preso acusado de tentar comprar o uso da rede botnet.
A polícia agora conta com a ajuda da firma de segurança Kaspersky Labs, que está ajudando a derrubar cada um dos pontos infectados pela botnet, noticiou o site VNUNet.
Segundo o site Digital Trends, as vítimas da rede Shadow estão sendo contatadas pela polícia holandesa e direcionadas a uma página da Kaspersky com instruções para a localização e remoção do malware que permitia o controle remoto das máquinas. Quem suspeitar que esteja infectado deve procurar a polícia e registrar uma ocorrência.
Para o site ZDNet, entretanto, as instruções são insuficientes e é recomendado que todos os usuários afetados realizem um exame completo de antivírus para detectar e remover qualquer código perigoso adicional que seja encontrado.
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