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“Rei do spam” é indiciado por fraude acionária nos EUA

de Gustavo Rocha | Sexta, 4 de Janeiro de 2008

WASHINGTON (Reuters) - Um júri federal em Detroit indiciou um homem de Michigan apelidado de “rei do spam” e outras 10 pessoas por um esquema ilegal de fraude de ações e envio de e-mails, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos na quinta-feira.

São 41 acusações contra Alan Ralsky, de 52 anos e residente de West Bloomfield, Michigan, seu genro e outras nove pessoas por administrar uma operação ilegal de envio de e-mails para arquitetar uma fraude acionária.

“As acusações procuram nocautear uma das maiores operações de fraude e spam ilegais no país, um esquema internacional para fazer dinheiro em cima de manipulação de preço de ações através de promoções ilegais com e-mails”, afirmou o procurador Stephen Murphy em comunicado.

Na operação, o grupo enviou diversos e-mails recomendando ações chinesas de baixo preço e giro fraco, para assim elevar seu preço em bolsa e obter benefícios vendendo as ações a preços artificialmente inflacionados, de acordo com comunicado.

O Detroit Free Press afirmou que os procuradores descreveram Ralsky como um dos “spammers” (pessoas que enviam e-mails em massa) mais ativos nos Estados Unidos.

De acordo com o documento do processo, o grupo de Ralsky usou vários métodos ilegais para maximizar a quantidade de e-mails que conseguiram burlar os bloqueios anti-spam.

A acusação ocorre após uma investigação de três anos. Os investigadores estimam que os acusados ganharam 3 milhões de dólares somente no verão de 2005 com suas atividades ilegais via e-mail.

Três pessoas foram presas, incluindo o genro de Ralsky, Scott Bradley, e How Wai John Hui, um homem com nacionalidade chinesa e canadense. Os outros, incluindo um russo, ainda estão sendo procurados.

“O senhor Ralsky pretende se defender das acusações, que vêm sob um novo estatuto federal que ainda não foi interpretado pelos tribunais”, afirmou o advogado de Ralsky, Phillip Kushner.

(Reportagem de Joanne Allen)

Fonte: http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/reuters/2008/01/04/ult3949u2968.jhtm

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